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Webcomics: o formato importa?

Marcos X-Salada 21 de março de 2012 Chupinhado, Opinião, webcomics Nenhum Comentário
Webcomics: o formato importa?

 

Preparem-se para um post cheio de links.

Gosto muito da idéia de webcomics e sempre tive muito interesse no desenvolvimento dessa mídia. Especialmente depois de ler o segundo livro de Scott McCloud.

É uma discussão constante que tenho com o Barba Magnética, sobre como isso deve funcionar. Na verdade não só nossa. O próprio McCloud está sempre levantando a discussão em seu blog e diversos outros artistas tem comentários e boas idéias. Daniel Lieske, o autor da aclamada Wormworld Saga explicou em seu podcast o motivo pelo qual ele optou por fazer webcomics em capítulos.

Lieske reclama que o formato das webcomics mais usado é o estilo “postagem de tiras semanais”, popularizado por plugins como ComicPress e WebComic (ambos para wordpress). De acordo com o artista, o primeiro problema é o fato da história se desenvolver de maneira quebrada – o que é bom para quem trabalha com tiras de humor, mas ruim para quem faz trabalho mais sérios. E o segundo problema é que a maioria dos leitores acaba lendo de trás pra frente – se você gosta de um post, você vai ler o último e o penúltimo antes de clicar em “first”. E, por fim, o leitor vai “descobrir que o quadrinista começou a fazer a HQ quando tinha 14 anos e que ele desenhava mal”. (palavras dele! Opinião do Lieske).

Lieske decidiu então fazer sua HQ em um formato de leitura simples que é, basicamente, movendo a página do site. Tal formato pode ser lido mesmo se o leitor tem uma máquina simples ou um leitor digital. A primeira parte da HQ foi traduzida para o português pelos nossos amigos do Update or Die! e os desenhos são muito bonitos.

Outra ideia bacana é o estilo que a quadrinista Emilly Carroll utiliza em seu site – que lembra o esquema proposto por Scott McCloud. Em Margot’s Room – uma excelente HQ que você também deveria ler – a página inicial mostra uma imagem e um texto. Lendo o texto o leitor deve descobrir onde clicar. Cada elemento da imagem leva à um capítulo da história – e a cada capítulo o leitor deve mover a página em um sentido. Muito interessante!

Animações são colocadas na pauta sempre que começa a discussão sobre quadrinhos digitais. É como se “o futuro não aceitasse imagens estáticas”. Os novos queridinhos do Kokocast, Cristina Eiko e Paulo Crumbim, fizeram, em seu ultimo post nos Quadrinhos A2 uma interferência de animação simples, mas muito bem utilizada. Faça um favor à si mesmo e leia!

O que originou esse post, no entanto, é que em 2009 o usuário do DeviantArt conhecido como Balak trouxe uma visão simples e elegante às webcomics. Ele fez quadrinhos em flash.

O objetivo de sua HQ é mostrar como a ferramenta pode ser usada para criar uma HQ que seja uma HQ, e não necessariamente um misto de quadrinhos e animação.

Clique abaixo para a HQ original e um follow up que ele escreveu em resposta à diversas perguntas.

A Original (About Digital Comics)

E o Follow Up (About About Digital Comics)

Como um movimento que se cria, outros usuários e programadores se juntaram, criando o #BORN-DIGITAL, também no DeviantArt e um outro usuário, Hyrataxx, criou o Simple Flash Comics – você pode baixar gratuitamente, mas precisará do Macromedia Flash em sua máquina.

Acredito que posts simples ou o uso de plugins como o ComicPress e WebComic sejam os mais facilmente usados no Brasil. Ouvimos diversas vezes em 2011 como o uso da Internet tem mantido o interesse e procura pelas HQs digitais. E você? O que está fazendo?

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