O ser humano é o animal mais violento de todos, indiscutivelmente. Ele mata por matar, pelo cheiro de sangue, por religião, ou por poder e cobiça. Agride seus semelhantes e seu planeta com uma naturalidade ímpar. Já os outros animais vivem em harmonia, atacam para defender seus territórios e suas crias, ou então para se alimentar.
Grant Morrison é quem levanta esse questionamento sobre a humanidade e seus destemperos em WE3. Um roteiro que não está tão distante da nossa realidade, já que ainda hoje são feitos testes de cosméticos e remédios em animais que nunca conheceram o mundo fora de laboratórios.
A estética adotada por Frank Quitely também é outro ponto importantíssimo. Ele consegue transmitir sutilmente a emoção dos animais. Seu traço reproduz a movimentação de maneira leve e ataques de forma cinematográfica e bonita (como na imagem abaixo).
A história trata de 3 animais – um cachorro, um gato e um coelho – que são equipados com armaduras e recebem treinamento militar para se tornarem armas de guerra. Neles também foram implantados neurotransmissores que os permitem se comunicar através de palavras.
Após uma demonstração a um senador, que fica horrorizado com aquilo, é decidido que os 3 animais devem ser “desligados” o mais rápido possível, pois caso eles escapassem poderiam cometer uma matança. Nesse momento os animais compreendem o que irá acontecer caso permaneçam no laboratório e fogem a fim de protegerem suas vidas.
É uma história muito simples sobre violência, descaso, amizade e esperança. Uma daquelas que vale ser lida mais de uma vez.
Cores: Jamie Grant
Vertigo
2005











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