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The Boys – O nome do jogo

barbamagnetica 2 de julho de 2012 Resenha 1 Comentário
The Boys – O nome do jogo

O conceito de super-heróis no mundo real não é novidade pra ninguém. Watchmen, talvez a obra mais consagrada do mundo dos comics, trata exatamente desse assunto. Discutindo quais seriam as reais consequências de super-humanos vivendo em sociedade, a fobia nuclear da guerra-fria nos anos 80, e demonstrando como alguém com super-poderes poderia desequilibrar a balança do globo. Mas mesmo na obra máxima de Alan Moore ainda vemos um certo esteriótipo do herói americano. Até mesmo o vilão da HQ busca o certo (do seu ponto de vista). Agora imagine heróis mais realistas ainda. Imagine que você é super-forte, tem visão de calor e pode voar. Você realmente ia vestir uma capa, colocar a cueca por cima da calça e salvar pessoas??

O escritor Garth Ennis duvida muito disso.

Atenção: essa hq não é indicada para menores de 18 anos, depois não digam que não avisei.

Famoso pelas séries Preacher, Justiceiro Max e Hitman, o irlandês responsável pelas HQs mais agressivas e sacanas das últimas décadas, agora nos apresenta “The Boys – O Nome do Jogo“. É um mundo repleto de “supers”, mas com poucos heróis de verdade, onde super-grupos salvavam o mundo durante o dia, para a noite organizarem orgias, usarem drogas e fazerem muito dinheiro com suas imagens de bons moços. Nesse mundo onde os super-heróis são estrelas da mídia, pouca ou nenhuma justiça os alcança. Eles faziam o que queriam e quando queriam… até agora.

The Boys é um grupo de super-seres (sem cueca por cima das calça) responsável por manter os “heróis” na linha. Patrocinados pelo governo americano, eles tem carta branca para reeducar (leia-se: expor seus podres em público) e repreender (leia-se: espancar) super-heróis que estejam passando dos limites. Se com apenas essa frase você não se sentiu o mínimo motivado a ler essa HQ, basta  lembrar o quão baixo Garth Ennis foi em Preacher. E eu garanto que o pastor com a voz de deus é uma história para crianças perto de The Boys.

Sexo, violência, humor negro, drogas, politicagem e — por quê não — um hammster na cueca são os ingredientes básicos dessa hq que deu o que falar nos EUA, a ponto de ter sido “convidada a se retirar” da DC Comics por estar tratando o conceito do super-herói com tamanho desprezo e podridão.

The Boys – O nome do jogo
Roteiro: Garth Ennis
Arte: Darick Robertson
Cores: Tony Aviña
152 páginas
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1 Comment

  1. 5horas 2 de julho de 2012 at 23:33

    Só faltou dizer que o Mijão é inspirado no Simon Pegg.

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