Kokocast

GHM: X-Force: Sexo + Violência

Marcos X-Salada 25 de janeiro de 2012 Resenha 1 Comentário
GHM: X-Force: Sexo + Violência

A capa: Wolverine em uniforme de couro preto sobre Dominó, também de couro preto. Dominó com cara de sexo, Wolverine com cara de violência. A sinopse oficial: Ao descobrir que Dominó está com problemas com a Liga dos Assassinos e o Tentáculo, Logan se envolve nessa encrenca sem tamanho para ajudar a antiga amiga. Mas as coisas saem do controle mais rápido de que se esperava em X-Force: Sexo e Violência! Grandes Heróis Marvel (GHM) é um nome que já foi utilizado por diversas HQs em vários momentos da história do mundo. De todas as que conheci, essa nova encarnação é a que parece mais promissora: enquanto as outras publicações da Panini apresentam um “sanduíche” de HQs mensais dos EUA, GHM publicará histórias fechadas e mini-séries fora da cronologia americana. Ou é o que eu entendi até agora… Acho que isso pode proporcionar ótimas experiências de leitura. Estou acompanhando a revista desde o número 01. Apesar disso, GHM tem chamado mais a atenção por causa dos desenhos do que pelo roteiro. X-Force: Sex + Violence, que conta com a arte de Gabriele Dell´Otto e roteiro escrito à quatro mãos por Craig Kyle e Chris Yost, não é diferente. Dell´Otto – que, apesar do nome Gabrile é um homem – é um artista plástico italiano com arte raramente vista nos quadrinhos. Suas pinturas são muito belas e me fazem lembrar de livros como Neuromancer e as BDs de ficção científica francesas. Seu trabalho é bonito, fazendo com que cada quadrinho pareça um quadro…  … o que, na verdade, acaba sendo um problema. Falta ritmo ao estilo narrativo de Dell´Otto. Seus quadros são estáticos, plásticos. E, não sei se por influência das HQs dos anos 90 ou filmes como Blade 2, os personagens passam muito tempo fazendo poses. Talvez por isso eu goste mais das capas do que da arte interna. A dupla que fez o roteiro dispõe de certa fama dentro do universo-X, tendo escrito X-Men: Evolution (a série animada), criado uma das personagens favoritas dos fanboys americanos – X-23 – e a trazido pros quadrinhos. Esse currículo mostra como as comics americanas estão se tornando cada vez mais adultas; X-23 é uma personagem atribulada, de passado violento e conturbado. O fato de X-Force estar atualmente vestindo uniformes que remetem à couro preto mostra essa nova “pegada”.  Insisto porém que a HQ é fraca, trazendo pouca da violência e nenhum do sexo prometidos no nome da HQ. Há, sim, sangue em todas as páginas, mas em geral eles vem dos personagens bucha*. X-Force: Sex + Violence sai aqui em duas edições de Grandes Heróis Marvel – edições 4 e 5. Na verdade em uma edição e meia, já que a edição 5 conta também com a primeira parte da HQ X-Men: Xenogenesis que, apesar de escrita pelo meu roteirista favorito Warren Ellis, tem arte muito mais chamativa do que roteiro. X-Force: Sex + Violence é indicada para antigos fãs dos X-Men que querem ver mais maturidade (leia-se “mais violência e sexo”) nos quadrinhos – a capa indica a HQ para maiores de 16 em letras super-miúdas. Eu penso, no entanto, que se é pra mostrar maturidade, que ela seja mostrada em sua totalidade.

Grandes Heróis Marvel: X-Force: Sexo + Violência
Roteiro:  Craig Kyle e Chris Yost
Arte (pintada): Gabriele Dell´Otto
Cor
Panini
72 páginas
48 páginas (GHM 04) e 24 páginas (GHM 05)
2012

*p.s.: Algo que não consigo entender nessas HQs é a necessidade de matar todos aqueles vilões sem rosto nem personalidade – que mais lembram os “bucha-de-canhão” que enfrentavam os Power Rangers sem propósito aparente – mas deixar sobreviver pessoas realmente perigosas, como o “Punho de Lâmina”…

Like this Article? Share it!

About The Author

1 Comment

Leave A Response