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Ga-Rei – Número 01

Marcos X-Salada 31 de janeiro de 2012 Número 01 Nenhum Comentário
Ga-Rei – Número 01

A capa de Ga-Rei, volume 01, diz pouco sobre do que se trata a obra.

A sinopse da JBC:

Criado por Hajime Segawa, o mangá segue um enredo recheado de aventura, comédia e romance, tudo misturado ao melhor do estilo terror japonês. Repleta de mistérios e seres sobrenaturais, a história de Ga-Rei se desenrola de forma dinâmica permeada por momentos hilários e de suspense asfixiante. E é nesse cenário que Kensuke Nimura tenta concretizar sua paixão por Kagura, uma garota que foge completamente da normalidade. Na verdade, a jovem é uma caçadora de monstros que trabalha em segredo para o governo.

Passada a primeira história do volume 01 – que é fraquinha – o mangá acabou me surpreendendo! Apesar de uma premissa bem batida – adolescentes combatendo ameaças sobrenaturais – e várias piadinhas desnecessárias, o mangá é bem executado.

Hajime Segawa tem um estilo interessante, que foge do mangá adolescente comum. Os personagens são interessantes, sem a preocupação de serem bonitos. E ele os desenha com pés grandes – fazendo o character design parecer com o de Lupin e o Castelo de Cagliostro, de Hayao Miyazaki.

Aparentemente Segawa sabia que não teria uma história totalmente inovadora pra escrever, focando seu talento no desenho. Ele acerta, criando cenários críveis, personagens diferentes uns dos outros (alguns deles são clichês ambulantes, mas pelo menos são diferentes), monstros assustadores e um bom trabalho de alto-contraste.

Me incomoda, contudo, as piadas da HQ. Usando aqueles “memes japoneses”*, ele distorce o rosto dos personagens para explicitar seus sentimentos e reações. Ao invés de deixar a HQ mais engraçada, ela fica mais chata. Há sequências de páginas inteiras em que nenhum dos personagens têm seu rosto real; é como se o autor tivesse preguiça de desenhá-los.

A história é a seguinte: o jovem Kensuke Nimura vê fantasmas desde criança, mas tudo bem já que seus amigos acreditam nele – e quem não acreditaria, hã? Ao invés de assustá-lo, tais fantasmas acabam com suas chances de relacionamentos com outras moças.

Isso tudo muda quando ele é atropelado por Kagura, uma adolescente que trabalha para o escritório de prevenção de desastres sobrenaturais, um braço secreto do ministério do meio-ambiente (!?).

Repito: a premissa da história é bem batida e cheia de clichês, mas a partir da segunda história do volume, a HQ fica bem mais interessante.

Você poderá achar até o volume 11 desse mangá no Brasil, mas graças à distribuição setorizada e re-colocação nas bancas, tive acesso ao número 01 recentemente.

A série é mensal em 12 edições (ou seja, está quase no fim aqui no Brasil), tem formato 13,5 cm x 20,5 cm, 200 páginas, R$ 10,90. Distribuição setorizada.

Avaliação final:
Arte: Muito boa! Mas quando Segawa está com preguiça ele desenha de qualquer jeito…
Roteiro: Mais engraçado do que eu gostaria. Existem boas sacadas na história que já tem sua graça, sem a necessidade de ficar forçando a barra com “piadas-prontas” de mangá.
Preço: R$ 10,90
Recomendado para: Pessoas que gostam de dramas-sobrenaturais, aventura etc
5 Horas, você vai comprar o volume 02? Sim!

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