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Blood Lad – Número 01

Marcos X-Salada 18 de janeiro de 2012 Número 01 2 Comentários
Blood Lad – Número 01

Nova sessão no blog: “Número 01″. Aqui faremos uma avaliação descompromissada do primeiro número de uma HQ recém-publicada na Brasil. Vamos lá:

Blood Lad é um mangá de Yuuki Kodama que está sendo publicado aqui pela Panini.

Segue o plot pela editora:

Staz é um vampiro que gosta de cultura japonesa e não é chegado em sangue humano. Superior e lider de um clã de vampiros, o rapaz tem sua vida revirada quando uma jovem, Yanagi Fuyumi, invade uma área proibida para humanos e é morta por demônios. Staz tem uma ligação com Fuyumi e para entender o que sente, o vampiro começa uma aventura para ressuscitir a garota e levá-la de volta para o mundo dos humanos. 

Diferente do que pensei quando li a premissa do mangá, Staz não é um “vampiro” da forma que conhecemos no ocidente. Ele é uma espécie de ser sobrenatural que mora um mundo paralelo habitado por seres sobrenaturais como ele. Pense num universo de montros “bonitinhos e descolados”: esses são os makai. Por alguma razão que não é explicada nesse número, Staz não bebe sangue de humanos. E nem poderia, pois não há humanos nesse lugar em que ele vive.

De alguma forma – explicada nesse número – uma humana – obviamente uma colegial de uniforme – chamada Fuyumi entra na terra dos makai e é levada para Staz. Acidentalmente, ela é morta e torna-se uma fastasma. Só que o vampiro quer trazê-la de volta à vida para…

(  ) beber seu sangue;
(  ) desposá-la;
(  ) transformá-la em vampiro;
(  ) depois matá-la de novo;
(xnão entendi.

O personagem central da trama, o vampiro Staz, é o típico protagonista de mangás adolescentes: ele é muito tranquilo, não é muito esperto, gosta de passar o dia sem fazer nada produtivo, e assim mesmo é O cara da história. Apesar de não fazer nada o dia inteiro, ele é capaz de derrotar qualquer pessoa que o desafie. Sinceramente, não gosto desse tipo de personagem. Se alguém é muito bom em alguma coisa, essa pessoa passa muito tempo treinando para isso! O mangá dá a entender que Staz é bom pelo simples motivo de ser bom. Só eu acho isso estranho?

Na sequência somos apresentados ao rival de Staz – que também é estiloso e descolado – Wolf, o lobisomem. A edição nos deixa num cliffhanger. Aparentemente, Wolf e Staz vão brigar até a morte.

Aparentemente.

Repito isso pois a série já é recheada de clichês. Conhecendo os mangás desse tipo, chuto que algo, alguém ou alguma coisa vai uní-los e juntos os rivais vão continuar a saga. Minhas fichas apostam que esse “alguém” será a colegial Fuyumi.

Aí você me pergunta: um vampiro que anda de dia, um lobisomem “estilosinho” e uma menina com cara de sonsa no meio… que público será que a Panini quer pegar com esse mangá?

Avaliação final:
Arte: Nada de novo, mas funciona.
Roteiro: Fraco. Mais do mesmo.
Preço: R$ 10,90
Recomendado para: adolescentes que gostam de qualquer tipo de mangá ou quem gosta da saga Crepúsculo
5 Horas, você vai comprar o volume 02? Não.

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2 Comments

  1. Homem-Carne 23 de janeiro de 2012 at 10:48

    É, 5horas, os clichês não são exclusividade ocidental, aliás são características orientais!
    Comenta algo mais sério, tipo Homunculus! Eu acho um ótimo mangá, até um pouco pertubador, parecendo uma grafic novel.

    • 5horas 23 de janeiro de 2012 at 15:38

      Oi, Homem-Carne!
      Cara, engraçado você falar de Homunculus: pra série Número 01 eu fui na loja de quadrinhos que frequento e comprei um monte de edições 01.
      Eu já li alguns números de Homunculus (acho que até o terceiro) faz alguns anos e achei genial, mas pra resenha eu quero reler tudo.
      Assim que chegar de volta o número 01 lá eu falarei, com certeza.

      Abraço!

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