Nova sessão no blog: “Número 01″. Aqui faremos uma avaliação descompromissada do primeiro número de uma HQ recém-publicada na Brasil. Vamos lá:
Blood Lad é um mangá de Yuuki Kodama que está sendo publicado aqui pela Panini.
Segue o plot pela editora:
Staz é um vampiro que gosta de cultura japonesa e não é chegado em sangue humano. Superior e lider de um clã de vampiros, o rapaz tem sua vida revirada quando uma jovem, Yanagi Fuyumi, invade uma área proibida para humanos e é morta por demônios. Staz tem uma ligação com Fuyumi e para entender o que sente, o vampiro começa uma aventura para ressuscitir a garota e levá-la de volta para o mundo dos humanos.
Diferente do que pensei quando li a premissa do mangá, Staz não é um “vampiro” da forma que conhecemos no ocidente. Ele é uma espécie de ser sobrenatural que mora um mundo paralelo habitado por seres sobrenaturais como ele. Pense num universo de montros “bonitinhos e descolados”: esses são os makai. Por alguma razão que não é explicada nesse número, Staz não bebe sangue de humanos. E nem poderia, pois não há humanos nesse lugar em que ele vive.
De alguma forma – explicada nesse número – uma humana – obviamente uma colegial de uniforme – chamada Fuyumi entra na terra dos makai e é levada para Staz. Acidentalmente, ela é morta e torna-se uma fastasma. Só que o vampiro quer trazê-la de volta à vida para…
( ) beber seu sangue;
( ) desposá-la;
( ) transformá-la em vampiro;
( ) depois matá-la de novo;
(x) não entendi.
O personagem central da trama, o vampiro Staz, é o típico protagonista de mangás adolescentes: ele é muito tranquilo, não é muito esperto, gosta de passar o dia sem fazer nada produtivo, e assim mesmo é O cara da história. Apesar de não fazer nada o dia inteiro, ele é capaz de derrotar qualquer pessoa que o desafie. Sinceramente, não gosto desse tipo de personagem. Se alguém é muito bom em alguma coisa, essa pessoa passa muito tempo treinando para isso! O mangá dá a entender que Staz é bom pelo simples motivo de ser bom. Só eu acho isso estranho?
Na sequência somos apresentados ao rival de Staz – que também é estiloso e descolado – Wolf, o lobisomem. A edição nos deixa num cliffhanger. Aparentemente, Wolf e Staz vão brigar até a morte.
Repito isso pois a série já é recheada de clichês. Conhecendo os mangás desse tipo, chuto que algo, alguém ou alguma coisa vai uní-los e juntos os rivais vão continuar a saga. Minhas fichas apostam que esse “alguém” será a colegial Fuyumi.
Aí você me pergunta: um vampiro que anda de dia, um lobisomem “estilosinho” e uma menina com cara de sonsa no meio… que público será que a Panini quer pegar com esse mangá?
Avaliação final:
Arte: Nada de novo, mas funciona.
Roteiro: Fraco. Mais do mesmo.
Preço: R$ 10,90
Recomendado para: adolescentes que gostam de qualquer tipo de mangá ou quem gosta da saga Crepúsculo
5 Horas, você vai comprar o volume 02? Não.








É, 5horas, os clichês não são exclusividade ocidental, aliás são características orientais!
Comenta algo mais sério, tipo Homunculus! Eu acho um ótimo mangá, até um pouco pertubador, parecendo uma grafic novel.
Oi, Homem-Carne!
Cara, engraçado você falar de Homunculus: pra série Número 01 eu fui na loja de quadrinhos que frequento e comprei um monte de edições 01.
Eu já li alguns números de Homunculus (acho que até o terceiro) faz alguns anos e achei genial, mas pra resenha eu quero reler tudo.
Assim que chegar de volta o número 01 lá eu falarei, com certeza.
Abraço!